Axel Springer compra participação no Qwant.com

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A maior editora jornalística europeia Axel Springer, que está na linha de frente de uma campanha que objetiva conter o poder da Google na Europa, conquistou uma participação de 20 por cento no motor de pesquisa parisiense Qwant, que se foca veementemente na proteção da privacidade dos dados dos utilizadores. A empresa jornalística alemã avançou

A maior editora jornalística europeia Axel Springer, que está na linha de frente de uma campanha que objetiva conter o poder da Google na Europa, conquistou uma participação de 20 por cento no motor de pesquisa parisiense Qwant, que se foca veementemente na proteção da privacidade dos dados dos utilizadores.

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A empresa jornalística alemã avançou hoje que efetuou o negócio através da sua subsidiária Digital Ventures.

De acordo com, Jean Manuel Rozan, co-fundador da startup de pesquisa Qwant, o investimento de cinco milhões de euros vai permitir que a empresa possa conceber novas funcionalidades, como sistemas de encriptação de mensagens de correio eletrónico e expandir os seus serviços a outros países.

Tanto Rozan como Eric Léandri, outro co-fundador, concordam que a Digital Ventures é o parceiro ideal para o Qwant.com, visto que a empresa está na posse do know-how tecnológico e conta já com experiência significativa no crescimento de negócios digitais.

“Nós agora temos os meios necessários para continuarmos a crescer”, afirmou Rozan.

A Axel Springer, que publica o maior jornal alemão, o Bild, estendeu já o seu braço até ao mundo digital, disponibilizando conteúdo online pago. A editora abracou ainda alguns ativos da área da Internet para colmatar as quebras nas receitas do jornal impresso, visto que a migração para o digital tem cada vez mais denunciado, segundo alguns especialistas, a morte do jornalismo impresso.

O direror executivo da Axel Springer, Mathias Doepfner, num editorial publicado em abril no Bild, acusou o algoritmo de pesquisa do Google de monopolizar o mercado da publicidade online, razão pela qual muitos políticos alemães terem já requerido a dissolução da multinacional tecnológica norte-americana.

O Google tem sido alvo de várias restrições ao longo dos últimos tempos. No mês passado, a União Europeia decretou que os utilizadores têm o “direito a serem esquecidos”, ou seja, que podem pedir aos motores de pesquisa para eliminarem a sua informação pessoal dos seus resultados, e, caso a empresa não aquiesça ao pedido, podem mesmo recorrer à intervenção legal de um tribunal.

No início do dia de hoje, em Frankfurt, as ações da Axel Springer cresceram, 0,3 por cento, atingindo os 46,55 dólares cada, o que valeu à maior editora jornalística da Europa uma avaliação de 4,6 mil milhões de euros.


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