Avast descobre malware na Google Play Store

Segurança

Aplicações com milhões de downloads poderão estar infetadas com malware, colocando em risco não só os smartphones como também os dados privados dos utilizadores. As informações são reportadas num relatório da Avast. A loja de aplicações da Google pode estar a servir de incubadora para ameaças à segurança dos smartphones e dos seus utilizadores que descarreguem

Aplicações com milhões de downloads poderão estar infetadas com malware, colocando em risco não só os smartphones como também os dados privados dos utilizadores. As informações são reportadas num relatório da Avast.

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A loja de aplicações da Google pode estar a servir de incubadora para ameaças à segurança dos smartphones e dos seus utilizadores que descarreguem algumas das apps mais populares. A Avast, dedicada a software anti-vírus, demonstrou no seu mais recente relatório de segurança onde estão escondidos os perigos.

Durak é o nome da aplicação apontada como a que traduz maior risco já que, das descritas como contendo o malware, é a que tem maior número de downloads. Trata-se de um jogo de cartas, mas em causa estão também aplicações sobre história e uma que compreende um teste de QI e que já ultrapassam os milhões de utilizadores. A larga audiência deve-se ao facto de todas estas aplicações estarem disponíveis em países de língua inglesa e ainda em versões que contenplam outros idiomas.

O malware chega aos smartphones Android através do download destas aplicações mas fica adormecido durante um período que pode chegar aos 30 dias e só é ativado depois do equipamento ter sido reiniciado pelo menos uma vez. Este comportamento torna mais difícil ao utilizador perceber qual a aplicação que está a danificar o seu telemóvel, pois no espaço temporal decorrido desde a instalação original, poderão ter sido descarregadas outras apps.

Quando o malware é despertado, surgem avisos no ecrã do smartphone sempre que este é desbloqueado com mensagens alertando para o facto de o dispositivo estar infetado ou possuir conteúdos pornográficos. As mensagens encaminham, depois, o utilizador para supostas soluções para o problema apresentado, mas que, na verdade, levam-no a descarregar ainda mais malwares.

No relatório da Avast, Filip Chytry explica que o aviso chegou, precisamente, de um utilizador que fez uso de um dos fóruns da empresa para expor o problema. Os profissionais da Avast não terão dado muita importância ao assunto mas, depois de alguma investigação, Chytry afirma terem percebido que o malware denunciado tinha proporções maiores do que as esperadas.

Em declarações ao TechCrunch, a Google afirma ter suspendido as aplicações mencionadas no relatório da Avast, que garante estar a analisar outras aplicações para conseguir alertar para todas as que possam conter esta ameaça.


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