Ataques DDos Botnet são cada vez mais usados na Europa

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Segundo o relatório da empresa Kaspersky Lab, o número de ataques informáticos com utilização de DDos Botnet têm aumentado na Europa ocidental, no terceiro trimestre. Principalmente em países como o Reino Unido, França e Países Baixos,

Um ataque DoS , sigla em inglês para ataques de negação de serviços trata-se de esforçar o computador para que não haja possibilidade de realizar tarefas. A máquina recebe muitas requisições e nega serviço por estar sobrecarregada.

Um ataque DDos funciona da mesma forma mas em maior escala, usando milhares de máquinas para atacar apenas uma. Normalmente isto é feito em rede por computadores “escravizados” com softwares maliciosos.

Com base em dados da Kaspersky DDoS Intelligence e durante o período de análise do terceiro trimestre deste ano 67 países foram alvo deste tipo de ataques. Itália, França e Alemanha entraram este trimestre pela primeira vez para o ranking dos 10 países mais afetados por ataques DDoS botnet. No Japão, nos EUA e na Rússia cresceram o número de ataques e na China e Coreia do Sul caiu de forma significativa. Segundo o estudo, a Europa Ocidental representa 13% dos servidores de botnets DDoS ativos.

“Os programadores têm de começar de imediato a rever as suas medidas de proteção anti-DDoS, e os proprietários de recursos online precisam de adotar uma abordagem responsável na escolha de uma solução de segurança” disse em comunicado Kirill Ilganaev, chefe da Kaspersky DDoS Protection.

A perpetuar menos ataques mas a ser mais atacado fica a China. No terceiro trimestre de 2016 foram detetados 19 ataques contra um motor de busca e um fornecedor chinês esteve sobre ataque durante 184 horas, o ataque mais longo. O dia em que se contaram mais ataques foi a 3 de agosto. 1.746 ataques de botnet foram direccionados aos servidores de apenas um fornecedor de serviços nos Estados Unidos da América.

Segundo informação dada em comunicado pela Kaspersky registou-se também um aumento de ataques que usam encriptação de dados. Este crescimento de “tráfego encriptado” deve-se ao facto de o “número de servidores vulneráveis está a diminuir e as soluções de segurança aprenderam a identificar e filtrar facilmente a maioria desses ataques” comenta Kirill Ilganaev.