Assembleia-geral da PT SGPS pode vir a ser adiada

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As buscas feitas na sede da PT SGPS já estão a levantar ondas na empresa. As ações da PT SGPS já caíram mais de 20 por cento, atingindo um novo mínimo histórico e a assembleia de acionistas pode já não vir a acontecer a 12 de janeiro. Ao início da noite de ontem, já as

As buscas feitas na sede da PT SGPS já estão a levantar ondas na empresa. As ações da PT SGPS já caíram mais de 20 por cento, atingindo um novo mínimo histórico e a assembleia de acionistas pode já não vir a acontecer a 12 de janeiro.

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Ao início da noite de ontem, já as buscas na sede da Portugal Telecom tinham terminado. O motivo: a auditoria feita pela PriceWaterhouseCoopers, às relações entre a operadora de telecomunicações e o Grupo Espírito Santo (GES).

À CMVM, só foi apresentada uma versão provisória da auditoria. No entanto, parte das conclusões deveriam ser conhecidas ainda esta semana,para que pudesse ser incluída na documentação a entregar aos acionistas, para a Assembleia-geral.

A verdade é que esta informação pode ser um ponto-chave para que muitos dos acionistas tomem uma decisão em relação à venda da PT Portugal à Altice. De acordo com informação avançada pelo Diário Económico, o presidente da mesa da Assembleia Geral pode estar mesmo a ponderar adiar a Assembleia, que tem data marcada para segunda-feira, dia 12 de janeiro.

A segunda hipótese que estará nas ideias de Menezes Cordeiro é dar início aos trabalhos, mas com suspensão da votação e, consequentemente, um adiar da decisão final.

A CMVM também estará mais a favor do adiamento da assembleia, ainda que a sua opinião não tenha consequências diretas na tomada de uma decisão em relação ao destino da assembleia.

Enquanto isso, as ações da PT SGPS são, mais uma vez, atingidas pelas ondas de choque, registando um novo mínimo histórico na Bolsa de Lisboa. Durante esta quarta-feira, chegaram a cair mais de 20 por cento, uma queda dolorosa para o desempenho da empresa no PSI 20, chegando aos 0,642 euros . Por agora, estão a ser negociadas a 0,652 euros, representando uma queda de 19 por cento.

Só desde o início de 2015, a PT SGPS já caiu mais de 14 por cento na bolsa, continuando a maré negativa de 2014, motivada, sobretudo pelo investimento de quase 900 milhões de euros à Rioforte. Na altura, implicou um recuo de 73 por cento nas ações da empresa.


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