Apple divulga relatório sobre pedidos de dados pessoais feitos pelos governos

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A Apple divulgou pela primeira vez um relatório sobre os pedidos de dados pessoais feitos pelos governos e pelas forças de segurança internacionais. As autoridades de Portugal realizaram dois pedidos nos seis primeiros meses do ano. Este documento revela que dos 31 países analisados, apenas os Estados Unidos proíbem a revelação do número exato de

A Apple divulgou pela primeira vez um relatório sobre os pedidos de dados pessoais feitos pelos governos e pelas forças de segurança internacionais. As autoridades de Portugal realizaram dois pedidos nos seis primeiros meses do ano.

Apple-Building-LogoEste documento revela que dos 31 países analisados, apenas os Estados Unidos proíbem a revelação do número exato de pedidos. O país norte-americano foi o mais ativo, seguido do Reino Unido e de Espanha.

As autoridades norte-americanas são, assim, as que mais ordens judiciais fazem chegar à Apple para obterem informações pessoais de utilizadores.

Entre janeiro e junho deste ano, a empresa multinacional norte-americana recebeu entre mil e dois mil pedidos para a entrega de dados como números de telefone e de cartões de crédito, endereços de e-mail e fotografias.

À semelhança de Portugal, também a República Checa e a Áustria realizaram dois pedidos em seis meses.

Os governos e as forças de segurança do Reino Unido e de Espanha estiveram também muito ativos no primeiro semestre de 2013, efetuando 127 e 102 pedidos, respetivamente. Já as autoridades da Rússia realizaram apenas um único pedido à Apple para a obtenção de dados pessoais.

Estes números dizem respeito aos pedidos de informação sobre contas de utilizadores, que a Apple distingue dos pedidos de informação sobre os aparelhos que vende, como o iPhone ou o iPad.

A Apple recebeu, ao todo, 719 pedidos de cerca de 30 países para obtenção de dados pessoais de utilizadores, em apenas seis meses e este relatório agora divulgado surge na sequência das revelações sobre os programas de vigilância da Agência de Segurança Nacional norte-americana.

“O nosso negócio não depende da recolha de dados pessoais. Não temos qualquer interesse em acumular informação pessoal sobre os nossos clientes”, lê-se no documento no relatório divulgado pela empresa.


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