América Móvil não cumpre normas da reguladora mexicana

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A espanhola Telefónica acusou a América Móvil de desrespeitar o regulamento imposto pelas autoridades das telecomunicações mexicanas para a partilha da sua rede e para a venda de dispositivos móveis desbloqueados a outras operadoras. A empresa de telecomunicações Telefónica alertou o Instituto Federal de Telecomunicações para o incumprimento, por parte da América Móvil, das normas

A espanhola Telefónica acusou a América Móvil de desrespeitar o regulamento imposto pelas autoridades das telecomunicações mexicanas para a partilha da sua rede e para a venda de dispositivos móveis desbloqueados a outras operadoras.

America Movil

A empresa de telecomunicações Telefónica alertou o Instituto Federal de Telecomunicações para o incumprimento, por parte da América Móvil, das normas estabelecidas pela autoridade mexicana.

De acordo com as regras implementadas pelo mexicano IFT, a América Móvil, do multimilionário Carlos Slim, é obrigada a partilhar a infraestrutura da sua rede de operações e de comercializar telemóveis que não estejam cingidos a uma única rede.

De acordo com a quereladora, os segmentos de telecomunicações fixas da América Móvil recusaram-se a divulgar informações concernentes à sua network. Ao invés, responderam ao requisito da operadora espanhola com uma carta na qual estava patente, e inequivocamente enunciado, o desacordo e desagrado da empresa mexicana face às norma aplicadas pelo IFT.

Os reguladores mexicanos aplicaram medidas de constrição à América Móvil, depois de, no início deste ano, terem observado o inigualável domínio da empresa no mercado das telecomunicações, quer fixas, quer móveis.

A Telefónica gere 20 por cento dos subscritores mobile do México, claramente eclipsada pelos 70 por cento controlados pela América Móvil.

É, em certa medida, compreensível a frustração e a indignação da Telefónica face à atitude monopolizadora da América Móvil, pois, caso a mexicana continue a não cumprir com as diretrizes estipuladas pela entidade reguladora, a Telefónica ver-se-á imersa na impossibilidade de suplantar o óbvio poderio da América Móvil sobre o mercado mexicano das telecomunicações.


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