Altice compra Media Capital e reúne com governo português

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A dona da PT comprou a Media Capital à Prisa por 440 milhões de euros. O negócio envolve a participação total da empresa espanhola na dona da TVI e já foi comunicada à Comisión Nacional del Mercado de Valores. No entanto, ainda está dependente da aprovação dos reguladores em Portugal.

A Altice vai efetuar o negócio através da Meo que vai lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) pelas acções da Media Capital, que representam 94,69% do capital social da empresa, num valor de cerca de 440 milhões de euros.

“Estamos muito entusiasmados com a aquisição da Media Capital. É uma oportunidade de investimento num mercado que é a nossa casa desde há muitos anos. Queremos abraçar as várias oportunidades de crescimento que a Media Capital tem para oferecer, não só em Portugal mas também internacionalmente baseadas na nossa ambiciosa agenda focada no digital, em mais conteúdo e mais inovação. Esta estratégia trará benefícios  a todos os consumidores portugueses de media, enquanto fortalece a comunicação social portuguesa num contexto da crescente competitividade global” referiu Michel Combes, CEO da Altice.

“A Altice quer fornecer mais conteúdos a todos os consumidores portugueses num mundo digital e, como tal, disponibilizar mais oferta centrada em formatos e produções locais”, afirmou a empresa em comunicado. 

A multinacional francesa referiu, igualmente, que esta compra demonstra todo o seu comprometimento com o país e que se sente bem recebida como qualquer outro investidor. 

O CEO referiu mesmo durante a conferência de imprensa de hoje, em que foi anunciada a compra da Media Capital, que “o país é exigente e nós damos razões para responder a essa exigência. Tenho a certeza que somos bem-vindos. Percebo que há pressão de vez em quando, é por isso sou muito cauteloso nestas alturas.”

Patrick Drahi, dono da Altice, está também hoje em Lisboa numa reunião com Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, para explicar ao governantes as intenções da empresa com esta aquisição e, dar eventuais esclarecimentos sobre as falhas do serviço registadas durante a tragédia de Pedrógão Grande. De referir que o Primeiro-Ministro criticou a Meo sobre esta situação, ainda esta semana, durante o debate do Estado da Nação.


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