Alemanha pede para Google revelar algoritmo de pesquisa

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O Ministro da Justiça alemão pediu que a Google fosse mais transparente relativamente aos critérios de colocação de conteúdos nos seus resultados de pesquisa, pedindo que a titã tecnológica revelasse o seu maior segredo: o algoritmo de pesquisa. Apesar de Heiko Maas afirmar que a Alemanha está desagradada com as práticas do motor de pesquisa

O Ministro da Justiça alemão pediu que a Google fosse mais transparente relativamente aos critérios de colocação de conteúdos nos seus resultados de pesquisa, pedindo que a titã tecnológica revelasse o seu maior segredo: o algoritmo de pesquisa.

heiko maas

Apesar de Heiko Maas afirmar que a Alemanha está desagradada com as práticas do motor de pesquisa na Europa, a Google construiu todo o seu império tecnológico sobre o misterioso algoritmo, pelo que pode esperar-se que tanto Page como Brin – os fundadores de uma das maiores empresa do mundo – lutem com unhas e dentes para proteger a confidencialidade do seu maior bem.

Sob a premissa da proteção dos direitos dos cidadãos digitais, a Alemanha, que tal como qualquer outro país europeu é um crítico acérrimo das práticas da Google no continente, está determinada em conseguir tornar público o método através do qual o motor de busca classifica os websites.

Ao que parece, a Google já ripostou, afirmando, como esperado, que o governo alemão pedia que a norte-americana revelasse informação confidencial que alicerça o seu negócio, e que a divulgação dessa informação deixaria vulnerável todo o seu serviço.

Na Europa, segundo o Wall Street Journal, a Google monopoliza mais de 90 por cento do segmento da pesquisa digital, valor este que excede significativamente a fatia de 68 por cento detida no mercado norte-americano.

Há quase uma mão cheia de anos que a União Europeia tem tentado desvanecer o domínio da Google na esfera da pesquisa online na Europa, alvejando veementemente a forma através da qual o motor de busca seria os seus resultados e forçando a Google a fazer concessões. Uma dessas cedências chegou no passado mês de maio quando a UE decretou que os cidadãos europeus tinham o direito de exigir que a Google omitisse das suas listas de resultados de pesquisa páginas digitais que a esses indivíduos singulares dissessem respeito.


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