AiSEt desmistifica o conceito de indústria 4.0

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Esta quarta-feira discutiu-se o futuro da indústria e o surgimento da indústria 4.0 em Portugal. Em conferência, o presidente da AiSEt afirmou que a Península de Setúbal prepara-se para ser a próxima zona industrial de referência, aplicando o conceito de “smart factory”.

Realizou-se ontem, no Museu Industrial – Parque Industrial da Baía do Tejo, a conferência “Indústria 4.0”, uma iniciativa da AiSEt, em conjunto com os associados promotores Introsys, Volkswagen Autoeuropa e Siemens.

Este evento teve como objetivo desmistificar o conceito de indústria 4.0, pretendendo discutir a crescente digitalização dos processos de criação, gestão e produção.

Em comunicado, a organização explica que esta nova metodologia coloca níveis superiores de interconetividade e controlo de toda a cadeia de valor dos produtos, por forma a responder à crescente individualização dos mercados mundiais (just in time customization) e proporcionar a geração de maior valor acrescentado.

Na cerimónia de abertura, o presidente da AiSEt, Antoine Velge, referiu que a associação “tem como estratégia a promoção e dinamização da indústria da península de setúbal, fomentando a densificação do seu tecido industrial e a qualificação dos seus agentes.”.

Este organismo tem como grande objetivo que a Península de Setúbal se torne numa zona industrial de referência e num “espaço de excelência para a indústria, dinâmico e competitivo, capaz de atrair investimento e criação de emprego para a coesão social.”, refere Antoine que se propõe a contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. Nas palavras do Presidente, o Barreiro, outrora palco de uma revolução industrial em pleno século XX, prepara-se hoje para a “4ª revolução industrial, ou industria 4.0” que diz que “a chave do sucesso” está no conceito de smart factory. 

Nuno Flores, CEO da Introsys, um dos intervenientes desta conferência, referiu que a empresa já tem pontos de contacto com este tipo de inovação (4.0) há algum tempo que: “O primeiro ponto de contacto da Introsys com a inovação 4.0 é o de colocarmos a funcionar robôs. Grande parte do nosso trabalho é meter a trabalhar as máquinas que são instaladas na indústria automóvel. Somos uma das empresas que trabalha a integração dos robôs em chão de fábrica. A forma como integramos o robô é típico de uma indústria 4.0, recorrendo a software e mecanismos de inteligência artificial.” A produção de veículos autónomos, como o drone Hexacopter, que tem a capacidade de identificar a quantidade de produtos existentes numa prateleira, ou o 3D Priting são mais dois exemplos que o CEO da Instrosys referiu como pontos de contacto da empresa com a indústria 4.0

Antoine Velge finalizou a cerimónia lançando um desafio: dar a conhecer o que já se pratica no nosso país e o caminho a seguir.

A conferência “Industria 4.0”, na Península de Sétubal, teve como painel de oradores Nuno Flores – CEO da Introsys, Miguel Sanches – CEO da Volkswagen Autoeuropa e António Mira – CEO Siemens Portugal, e moderação a cargo de Ana Martins. 


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