Adobe fecha unidade de P&D na China

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A californiana Adobe Systems confirmou que vai encerrar a sua divisão chinesa de Pesquisa & Desenvolvimento, numa altura em que cada vez mais são as empresas tecnológicas norte-americanas que estão a ser alvo de grande hostilidade por parte do governo da China. Apesar da sua unidade de P&D estar de saída da segunda maior economia

A californiana Adobe Systems confirmou que vai encerrar a sua divisão chinesa de Pesquisa & Desenvolvimento, numa altura em que cada vez mais são as empresas tecnológicas norte-americanas que estão a ser alvo de grande hostilidade por parte do governo da China.

Adobe

Apesar da sua unidade de P&D estar de saída da segunda maior economia do mundo, terminando as suas operações no próximo mês de dezembro, a fabricante de software manterá o seu segmento de vendas na China.

Uma fonte próxima do assunto afirmou que a empresa começou já a despedir funcionários, acrescentando que esta decisão deverá afetar cerca de três centenas de pessoas.

As empresas estrangeiras, com especial enfoque sobre as tecnológicas norte-americanas, têm sido sitiadas pelo governo chinês, um reflexo que mais do que evidencia a deterioração das outrora sólidas relações entre duas das maiores superpotências mundiais.

Pequim tem veementemente escrutinado as práticas das empresas estrangeiras no país, sob uma lei emitida em 2008 que visa evitar a monopilização dos mercados. As entidades ocidentais, por seu lado, acusam a China de efetuar investigações que alicerçam-se exclusivamente sobre pretextos protecionistas.

O fecho do ramo de P&D da Adobe ocorre também paralelamente a um aumento notável da pirataria cibernética na China. Por conseguinte, a tecnológica vai conservar as suas operações de vendas em Xangai, Pequim, Guangzhou, Shenzhen, Hong Kong e Taiwan.

A China tem concentrado grande parte das suas forças nos negócios da Microsoft e da fabricante de chips Qualcomm.

Na passada semana, a Adobe comunicou os seus piores resultados trimestrais dos últimos cinco anos no mercado asiático. As receitas da empresa na Ásia caíram 25 por cento, para os 148,2 milhões de dólares.


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