Adidas investe em big data para “prever” tendências de compra

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A Adidas quer melhorar a forma como responde às tendências de compra. E quer estar mais aproxima dos seus clientes. Para isso, a fabricante de equipamentos desportivos alemã resolveu investir em Big Data, utilizado a solução de análise da MicroStrategy integrada ao SAP Hana, plataforma de computação in-memory baseada na nuvem. “Queremos obter mais insights de concorrentes a partir da web,

A Adidas quer melhorar a forma como responde às tendências de compra. E quer estar mais aproxima dos seus clientes. Para isso, a fabricante de equipamentos desportivos alemã resolveu investir em Big Data, utilizado a solução de análise da MicroStrategy integrada ao SAP Hana, plataforma de computação in-memory baseada na nuvem.

Adidas

“Queremos obter mais insights de concorrentes a partir da web, combinados com as nossas informações colhidas pelos nossos sistemas de back-end e outros ambientes”, diz, em comunicado Michael Voegele, vice-presidente global de TI e chefe de arquitetura corporativa do grupo Adidas. “Computação in-memory, Internet of Things, utilizamos tudo para criar um big data estratégico e gerar insights acionáveis. Isso é o que vemos como parte de uma solução capaz de nos aproximar de nossos consumidores”.

De acordo com Voegele, o principal desafio é converter os antigos relatórios financeiros em algo que ajude a prever o que vai acontecer no mercado, do que os consumidores irão gostar e o que influenciará o consumidor no que diz respeito às suas decisões de compra, por exemplo.

A empresa consolidou quatro data warehouses em uma única plataforma que está a ser executada num ambiente SAP Hana e que se liga a bancos de dados tradicionais e também a outros conjuntos de dados fundamentais encontrados em clusters do Hadoop, assim como informações de clientes que a empresa absorve na sua plataforma de CRM. A Adidas utiliza a solução analítica da MicroStrategy como o front-end para essa plataforma consolidada sobre a camada de dados.

O executivo explicou que a empresa queria alcançar uma abordagem mais rápida e entregar insights aos seus parceiros de negócios, por isso procurou prover seu conteúdo global com recursos de BI self-service, o que lhes permite criar seus próprios dashboards. A empresa também priorizou disponibilizar as suas análises em plataformas móveis. Isso, segundo o responsável, torna a empresa mais ágil para reagir às mudanças das tendências de consumo, incluindo, na medida em que é capaz, o que os concorrentes estão fazendo. Além de aproximar a Adidas dos seus consumidores e, ao mesmo tempo, permitir uma segmentação mais eficaz dos seus clientes.

“Temos 50 mil funcionários em 110 países, vendemos 650 bilhões de produtos por ano e temos mais de 150 mil pontos de contato com os consumidores através do retalho e-commerce. Mas essa distância entre nós e quem compra nossos produtos tem crescido, chegando até 80 mil quilômetros em alguns casos”, ressalta Voegele que complementa, “claramente vemos o BI como a base para entender cada consumidor. Porém, não estamos falando de agregados. Queremos olhar para um único consumidor e certificar-nos que ele teve uma boa experiência com o grupo Adidas. A ideia é que, no final do dia, isso nos ajude a chegar mais perto de nossos consumidores”.


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