Ações da Apple estão em mínimos de dois anos

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Os resultados dececionantes dos primeiros três meses do ano continuam a fazer mossa na Apple, com os investidores de Wall Street nada confiantes na performance da empresa. Na sessão de quinta-feira, os títulos da marca caíram para menos de 90 dólares, algo que não acontecia desde 2014.

Em causa estão os receios de um abrandamento forte da procura pelo iPhone 6s e 6s Plus, lançados em setembro, que não foram recebidos com o mesmo entusiasmo que os predecessores. A Apple lançou o iPhone SE para atrair os consumidores com orçamentos mais modestos, mas os analistas não acreditam que vá fazer diferença.

Os títulos chegaram a valer apenas 89,47 dólares, recuperando ligeiramente para fechar nos 90,27 dólares, uma quebra de 2,41%. Com isto, a capitalização bolsista daquela que conitnua a ser a empresa mais valiosa do mundo encolheu para 489,69 mil milhões de dólares.

Por comparação, há precisamente um mês (12 de abril) as ações da Apple valiam 110,44 dólares. E há um ano, a 12 de maio de 2015, 125,87 dólares. As quedas sucessivas limparam 200 mil milhões de dólares do valor da empresa, numa tendência clara e preocupante para os seus investidores. Carl Icahn, um magnata que durante o período mais difícil do início de 2014 reforçou o seu investimento na empresa, desta vez optou por obliterar a Apple do seu portfólio.

Segundo reportou o Nikkei Asia Review, citado pela Reuters, os fornecedores de componentes em Taiwan vão receber na segunda metade do ano um volume de encomendas inferior ao de 2015 – apesar de a Apple lançar os seus topos de gama precisamente em setembro. Pior, as imagens que têm surgido na Internet sobre o design do iPhone 7 não mostram diferenças significativas em relação ao 6s, o que contraria a expectativa de muitos sobre a reinvenção do smartphone da marca a cada dois anos.


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