Acionistas culpam CEO por resultados dececionantes do Twitter

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As receitas do Twitter para o primeiro trimestre de 2015 falharam as estimativas e agora todos os olhares recaem sobre o CEO Dick Costolo. Depois dos resultados destes primeiros três meses, a empresa foi obrigada a reduzir as suas projeções para o presente ano, e os investidores não estão satisfeitos com a direção executiva da empresa. A

As receitas do Twitter para o primeiro trimestre de 2015 falharam as estimativas e agora todos os olhares recaem sobre o CEO Dick Costolo. Depois dos resultados destes primeiros três meses, a empresa foi obrigada a reduzir as suas projeções para o presente ano, e os investidores não estão satisfeitos com a direção executiva da empresa.

dick costolo twitter

A competência de Costolo já havia sido posta em causa, depois de, em fevereiro, os acionistas terem mostrado ceticismo face às suas capacidades para fazer crescer o Twitter, procurando mesmo afastá-lo do cargo de diretor executivo.

Agora, atiçando as labaredas, os resultados do Twitter referentes ao primeiro trimestre de 2015 não foram os melhores. As receitas de 436 milhões de dólares arrecadadas, apesar de representarem um aumento de 74 por cento face ao mesmo período de 2014, ficaram aquém das projeções de 440 a 450 milhões de dólares.

No relatório financeiro, o Twitter explica que a discrepância entre as estimativas e as receitas efetivas deveu-se à inesperadamente fraca contribuição de novos produtos e serviços. Esta débil performance, previne a empresa, deverá continuar, pelo menos, até junho, altura em que termina o último trimestre do ano fiscal de 2015.

Face ao primeiro quartel do ano passado, as perdas líquidas aumentaram, atingindo agora os 162 milhões de dólares. Em 2014, este valor não foi além dos 132 milhões.

Um dos aspetos que encima a lista de preocupações dos investidores do Twitter prende-se com a captação de novos utilizadores e com a conservação dos atuais. Em 2014, os resultados da empresa mostravam que, numa base anual, o volume de Utilizadores Ativos Mensais, ou MAU, subira 25 por cento. Contudo, este ano a base de utilizadores cresceu somente 18 pontos percentuais, o que se alinha com o decréscimo da taxa de conquista de novos utilizadores que tem vindo a deixar os acionista reticentes face ao futuro do Twitter e às capacidades de Costolo para restituir um crescimento saudável à rede de microblogging.

O número de utilizadores móveis, neste período, totalizou 80 por cento dos MAU, mais dois por cento que em 2014.

Numa perspetiva anual, o Twitter espera atingir receitas entre os 2,17 e os 2,27 mil milhões de dólares, face a projeções de 2,3 a 2,35 mil milhões de dólares. Parece que o acionistas estão aborrecidos de tantas promessas que acabam por não se concretizar.


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