Número de trabalhadores envolvidos com suas empresas é superior aos que não estão, diz estudo

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A Unit4 revelou as conclusões de um estudo independente realizado em vários países sobre o reembolso das despesas dos trabalhadores. De acordo com o estudo, os processos pouco eficientes das empresas na gestão do reembolso das despesas têm um impacto negativo no nível de motivação e envolvimento dos trabalhadores com as suas empresas, e que são muitos os trabalhadores que não reclamam o pagamento das despesas que efetuaram. O estudo conclui que anualmente as empresas estão a ganhar mais de 14 mil milhões de euros provenientes do reembolso de despesas não reclamadas pelos seus trabalhadores.

Dos inquiridos, um em cada três dos trabalhadores afirmaram que, por vezes, não apresentam as despesas e não pedem o reembolso das mesmas, sendo que cada um deles deixa por reembolsar anualmente despesas de cerca de 212 euros. Este valor, a que os trabalhadores têm direito, acaba por reverter a favor da entidade empregadora uma vez que não foi pedido o seu reembolso.

Foi igualmente revelado que os trabalhadores nos EUA são os que têm uma maior percentagem de reembolsos não reclamados junto da entidade empregadora, totalizando um valor de 8,7 mil milhões de euros que revertem anualmente a favor das empresas dos EUA, tendo em conta os dados da população de trabalhadores ativos daquele país. Este valor corresponde a quase dois por cento do défice do orçamento do governo. Cerca de 12 por cento dos trabalhadores alemães também não reclama o reembolso das suas despesas. Em média, ficam por reclamar anualmente na Alemanha 292 euros por trabalhador, totalizando mais de 1,3 mil milhões de euros que revertem anualmente a favor das empresas alemãs. Os outros países revelaram resultados semelhantes: França (0,6 mil milhões de euros); Reino Unido (1,3 mil milhões de euros), Canadá (mil milhões de euros), Espanha (0,5 mil milhões de euros); Holanda (0,5 mil milhões de euros), Bélgica (0,2 mil milhões de euros) e Suécia (0,17 mil milhões de euros).

Foram apontados vários motivos para os trabalhadores não reclamarem o reembolso das despesas, incluindo: serem despesas de valor reduzido; esquecer-se de pedir as faturas; perder as faturas; e esquecer-se de submeter o pedido de reembolso das despesas. Um em cada quatro dos trabalhadores que foram inquiridos, afirmou que evita submeter pedidos de reembolso das despesas porque o processo de submissão é muito moroso e demasiado frustrante. Tal facto tem muitas vezes um impacto negativo no relacionamento que os trabalhadores têm com a sua entidade empregadora, provocando a desmotivação e o afastamento. Nalguns países europeus, um em cada quatro trabalhadores também revelou que espera mais de um mês pelo pagamento do reembolso das despesas, após ter apresentado o respetivo pedido, já que a maioria dos pagamentos são efetuados no prazo de trinta dias.

Os processos de reembolso das despesas nas empresas não contribuem para promover a motivação dos trabalhadores, já que estas acumulam e beneficiam das quantias devidas aos seus trabalhadores. Dois em cada cinco dos profissionais inquiridos nos EUA que solicita o pagamento do reembolso das despesas afirma que é assim. Em França, Espanha, no Reino Unido e no Canadá, aproximadamente, um em cada quatro dos inquiridos referiu não receber o pagamento dos reembolsos e ficar com falta de dinheiro. Quando questionados sobre se consideravam que a sua entidade empregadora estava a obter vantagens financeiras à sua custa através dos processos de reembolso das despesas, os trabalhadores responderam afirmativamente (42 por cento dos inquiridos nos EUA).

Já em Espanha, na Suécia, no Reino Unido, em França, no Canadá e na Bélgica dois a três em cada dez trabalhadores partilham a mesma opinião dos norte americanos, por comparação com um em cada dez trabalhadores na Alemanha e na Holanda. Dos trabalhadores inquiridos que responderam positivamente a esta questão, 28 por cento considera que este facto tem uma influência negativa no seu relacionamento com a empresa para a qual trabalham.

Levado a cabo pela Ruigrok | NetPanel, em agosto de 2015, este estudo abrangeu gestores de topo e de segunda linha empregados a tempo integral e parcial, que apresentaram pedidos de reembolso das despesas nos EUA, no Canadá, no Reino Unido, em Espanha, em França, na Holanda, na Alemanha, na Bélgica e na Suécia. As conclusões foram baseadas nas respostas de quase dois mil trabalhadores e de pelo menos 200 respostas por cada país.


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