74% dos internautas descarregam ficheiros maliciosos sem saber

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Durante este ano, a Kaspersky Lab realizou um teste aos hábitos online dos utilizadores, no qual participaram 18 mil pessoas de países de todo o mundo, entre os quais Portugal. De acordo com os dados recolhidos, 74 por cento de todos os utilizadores da Internet que participaram no teste descarregam ficheiros potencialmente maliciosos, já que não são capazes de detetar os perigos online a que estão expostos.

Num dos campos do teste, era pedido aos utilizadores que descarregassem a música ‘Yesterday’ dos Beatles. Das quatro opções de download, só uma era um ficheiro .wma seguro, intencionalmente intitulado ‘Betles.Yesterday.wma. Este ficheiro foi a escolha de apenas um quarto dos participantes, que percebeu tratar-se de um tipo de ficheiro inofensivo, apesar do erro de ortografia no nome.

A opção de ficheiro mais perigosa, com extensão .exe, incluía também o termo ‘mp3’ ‘Beatles_Yesterday.mp3.exe,’ tendo conseguido enganar um terço dos participantes, que acabaram por escolhê-la. Em 14 por cento dos casos, foi escolhido um ficheiro de download .scr, um tipo de ficheiro que recentemente tem sido utilizado para difundir material malicioso e 26 por cento optaram pelo ficheiro .zip.

Os utilizadores não são capazes de detetar os perigos online, e não só no que se refere ao download de música. Segundo os resultados do teste, um em cada cinco utilizadores descarrega ficheiros de uma grande variedade de fontes online, aumentando o risco de se deparar com um site malicioso. Durante o teste, só 24 por cento dos utilizadores soube reconhecer uma página web legítima.

Os resultados avaliam também os dados do último estudo da Kaspersky Lab e da B2B International, segundo o qual 45 por cento dos internautas já sofreu algum incidente de malware nos últimos 12 meses, e 13 por cento dos afetados não sabia determinar a forma como o incidente aconteceu.


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