75,4 milhões de URLs únicas foram reconhecidas como maliciosas, diz relatório

Segurança

No terceiro trimestre de 2015, as soluções da Kaspersky Lab bloquearam quase 626 mil tentativas de execução de programas maliciosos capazes de roubar dinheiro através do acesso à banca online. Este número é 17,2 por cento menor que no segundo trimestre do ano, mas 5,7 por cento superior ao do mesmo período do ano anterior. No total, foram registados 5,68 milhões de notificações de tentativas de infeção por malware para roubar dinheiro dos utilizadores através do acesso online às contas bancárias.

Os utilizadores da Áustria foram os mais atacados pelos Trojans bancários, com 5 por cento de todos os utilizadores. Singapura, o líder do último trimestre, baixa para a segunda posição e a Turquia, com 3 por cento dos utilizadores, posiciona-se no terceiro lugar.

Do malware utilizado para atacar os utilizadores da banca online, o Trojan-Downloader.Win32.Upatre foi o mais frequente, sendo detetado em 63,1 por cento de todos os ataques.

Os números do terceiro trimestre

  • As soluções da Kaspersky Lab detetaram e bloquearam um total de 235,4 milhões de ataques maliciosos em todo o mundo, menos 38 por cento que no trimestre anterior.
  • Um total de 75,4 milhões de URLs únicas foram reconhecidas como maliciosas pelo antivírus, mais 16 por cento que no segundo trimestre.
  • A Kaspersky Lab detetou 38,2 milhões de objetos maliciosos únicos: scripts, exploits, ficheiros executáveis, etc., mais 46,9 por cento que no Q2.
  • O antivírus para ficheiros da Kaspersky Lab detetou um total de 145 milhões de objetos maliciosos únicos e potencialmente não desejados.

Ciberataques dirigidos

Neste período, a Equipo Global de Investigação e Análise da Kaspersky Lab (GReAT) investigou uma série de campanhas de ciberespionagem muito sofisticadas. Entre outras, destaca-se a análise ao grupo Turla, que faz uso das comunicações por satélite para gerir o tráfego dos seus servidores de comando e controlo; a APT Darkhotel, que se infiltra em redes Wi-Fi de hotéis para implantar backdoors nos equipamentos dos hóspedes; ou a APT Blue Termite, que se centra no roubo de informação de organizações no Japão.

A Kaspersky Lab também fez parte de uma investigação conjunta com a Unidade Nacional da Holanda de Delitos de Alta Tecnologia (NHTCU) e com a Panda Security, cujo resultado foi a detenção de dois suspeitos, que se crê estarem envolvidos nos ataques de ransomware CoinVault.

“Estas deteções mostram como o panorama mundial das ciberamenaças continua a evoluir a um ritmo muito rápido. Em países onde a banca online é muito popular, os utilizadores correm o risco de serem alvo de um ataque de Trojans. Com 5,6 milhões de casos de tentativa de roubo de contas bancárias online e com os cibercriminosos a desenvolver continuamente ataques sofisticados, o uso de soluções de segurança de qualidade é mais importante do que nunca. É fundamental que tanto utilizadores como organizações se protejam das ciberameaças”, afirma, em nota de imprensa, David Emm, analista de Segurança Sénior da Kaspersky Lab.


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