30 por cento dos utilizadores Android não tem antivírus

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É sabido que a segurança digital é uma preocupação crescente das empresas, entidades governamentais e demais agências dedicadas ao tema, mas, no que diz respeito aos utilizadores comuns, a segurança parece ser regularmente negligenciada. Um estudo realizado entre utilizadores Android revela as falhas e os erros mais comuns. Os números podem assustar quando é demonstrado

É sabido que a segurança digital é uma preocupação crescente das empresas, entidades governamentais e demais agências dedicadas ao tema, mas, no que diz respeito aos utilizadores comuns, a segurança parece ser regularmente negligenciada. Um estudo realizado entre utilizadores Android revela as falhas e os erros mais comuns.

Os números podem assustar quando é demonstrado que quase 30 por cento dos utilizadores de smartphones Android nunca protegeram o mesmo e que um número ligeiramente superior de pessoas não utiliza qualquer tipo de software de proteção incluindo antivírus e firewalls. Mas os resultados também podem ser animadores quando o mesmo estudo revela que mais de metade dos inquiridos já utilizam a autenticação de dois fatores.

A ESET inquiriu 500 pessoas através das redes sociais para tentar perceber quais os hábitos de segurança móvel a que os utilizadores Android recorrem. Para além dos cuidados relativamente à segurança digital, é também explorada a questão da segurança física como é o caso de eventuais assaltos, concluindo-se que 10 por cento dos utilizadores já ficaram sem o smartphone seja por roubo ou por perda, no último ano.

O mesmo estudo conclui também que aproximadamente 20 por cento dos inquiridos nunca realizou uma cópia de segurança do seu smartphone, sujeitando-se a perder todos os seus conteúdos, mas que 14,7 por cento faz este tipo de cópias diariamente, tornando a média bastante desequilibrada.

No entanto, mesmo os utilizadores que tenham os cuidados mais básicos de segurança como a instalação de um antivírus ou a realização de cópias de segurança, poderão não estar totalmente protegidos. De acordo com a ESET, “é necessária a instalação de uma solução de proteção que possa garantir, pelo menos, a privacidade dos utilizadores e dos seus conteúdos, especialmente se considerarmos, o surgimento de ameaças baseadas em encriptação que solicitam um resgate” e, por isso, mais sofisticadas.

Os resultados deste inquérito revelam ainda alguns dados relativamente ao mundo empresarial, demonstrando que 64 por cento dos utilizadores já usaram algumas forma de autenticação de dois fatores para aceder a serviços online. Este dado é positivo dado que 53 por cento dos inquiridos admitiu utilizar o smartphone para aceder às contas bancárias e a utilização deste tipo de sistema de verificação confere um maior nível de segurança. A ligação a redes de empresas que impliquem este tipo de processo é mais segura já que o acesso só será disponibilizado a quem comprove ter permissão para isso.


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