3 Ireland defende compra de O2 sob objeções da CE

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A operadora 3 Ireland argumenta que a aquisição da O2 Ireland vai possibilitar o aumento da competição de mercado e confirma que a Comissão Europeia não aprova tal negociação. Com a forte presença e crescente domínio da Vodafone no mercado irlandês, a 3 Ireland declara que se esta associação não for feita, observar-se-á um aumento

A operadora 3 Ireland argumenta que a aquisição da O2 Ireland vai possibilitar o aumento da competição de mercado e confirma que a Comissão Europeia não aprova tal negociação.

Photo: © Europen Parliament/P.Naj-Olearipietro.naj-oleari@europarl.europa.eu

Com a forte presença e crescente domínio da Vodafone no mercado irlandês, a 3 Ireland declara que se esta associação não for feita, observar-se-á um aumento da distância entre a Vodafone e as restantes operadoras.

A 3 Ireland declara que a aquisição da O2 vai dotar a nova empresa do estatuto e do poder financeiro necessários para competir afincadamente no mercado, o que resultará no benefício dos utilizadores. Esta fusão ia também permitir implementar os serviços LTE.

“A competição na Irlanda terá melhor proveito quando feita entre três operadoras credíveis com prestígio suficiente para disputarem um mercado de 4,6 milhões, do que através da organização atual do mercado”, defende a 3 Ireland.

A Comissão Europeia anunciou em novembro que iria levar a cabo uma investigação à licitação de 850 milhões de euros pela Hutchison Whampoa para a unidade irlandesa da O2. O acordo catapultaria a 3 Ireland do último lugar para a segunda posição, mesmo atrás da Vodafone.

A operadora 3 confessa que a Declaração de Objeções não foi uma surpresa, decorrente da investigação da fusão das operadoras e das garantias de que a CE investigaria qualquer negociação em que o número de operadoras no mercado diminuísse de quatro para três.

A operadora da Hutchison prometeu levar a cabo “fortes medidas efetivas” para responder aos receios da CE e está confiante de que conseguirá convencer a autoridade reguladora de que a fusão das empresas é nada mais do que um óbvio benefício competitivo. “Continuaremos a insistir com a Comissão para alcançarmos um resultado positivo” declara a empresa.


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