10 estratégias para o eGov em 2016

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Há quase uma década que os executivos de TI dos governos e administração pública foram chamados a fazer “mais com menos”, ao mesmo tempo que tentavam acompanhar a digitalização. Quais as prioridades agora? A Gartner indica 10 tendências para este ano no segmento.

Segundo a consultora, mantém-se a pressão sobre os CIO para optimizarem ainda mais os serviços de TI e reduzirem custos, sem desacelerar na inovação digital e serviços de eGov. Além disso, estes executivos enfrentam desafios organizacionais e culturais que são barreiras à captação do potencial de mudanças como a nuvem, analítica e Internet das Coisas.

“Na economia de serviços digitais, os governos devem fazer investimento estratégicos em TI ou arriscam-se a perpetuar modelos subaproveitados de negócio e serviço, que são financeiramente insustentáveis no longo prazo”, refere Rick Howard, vice presidente de pesquisa da Gartner. O analista sublinha que os sistemas, dados e processos antigos reforçam as práticas e comportamentos tradicionais, o que limita a participação governmental em ecossistemas de parceiros mais alargados, capazes de suportarem melhores serviços de eGov.

Os gastos em tecnologia ao nível de governos nacionais, federais e locais em todo o mundo vai crescer apenas 0,3% em 2016, para 430,1 mil milhões de dólares. Ainda assim, é uma melhoria face à quebra de 5,2% em 2015.

A Gartner identificou as 10 estratégias de topo para permitir iniciativas de transformação e eGov este ano, e quatro são novas.

  1. Local de trabalho digital 

A ideia é promover estilos de trabalho colaborativos, descentralização, trabalho remoto e possibilidade de escolher as tecnologias a utilizar. É que os funcionários públicos são cada vez mais consumidores de inovação, diz a Gartner.

2. Serviços multicanal para os cidadãos

A consultora fala de uma aobrdagem holística: usar dados para captar e compreender as necessidades dos cidadãos, usar redes sociais para interagir com eles, permitir que o cidadão contacte no formato que prefere e oferecer transição sem esforço entre canais.

3. Open data 

Dados abertos por defeito: permitem o acesso a dados por qualquer pessoa que tenha direito sem necessidade de identificação ou registo. Open data é publicada e recolhida na fonte e acessível com API abertas.

4. Identificação eletrónica 

Os governos devem requerer autenticação online, porque os métodos de verificação em pessoa estão a ficar “obsoletos.” A ideia é associar cada cidadão a um identificador único e persistente dentro dos limites do que seja permissível (cultural e legalmente).

5. Analítica transversal (novo)

O uso de analítica em todos passos vai permitir à administração pública abandonarem o reporting de indicadores desatualizados e aderirem a processos autónomos, com capacidades de business intelligence, que ajudam as pessoas a tomarem melhores decisões.

6. Máquinas inteligentes (novo)

Os executivos de TI nos serviços públicos devem explorar as máquinas inteligentes para melhorarem práticas de negócio e possivelmente como fundamentos para novos serviços públicos. Estas máquinas incluem redes neurais, carros autónomos, assistentes virtuais e conselheiros inteligentes.

7. Internet das Coisas

Começam a surgir casos de aplicação da IoT no eGov, por exemplo, com modelos de pagamento de impostos pay-for-use ou de subscrição; recolha de lixo inteligente; ou monitorização remota de doentes idosos.

8. Plataformas digitais de eGov

Plataformas digitais reduzem o esforço, melhoram o serviço e facilitam um design centrado no utilizador. Podem oferecer serviços como gestão de identidade, pagamentos, notificações, etc. Os governos, diz a Gartner, “estão a aderir a uma abordagem de plataforma para simplificar processos, melhorar as interações com cidadãos e reduzir despesas.”

9. Arquitetura definida por software (novo)

Esta arquitetura insere um intermediário entre o requerente e o fornecedor de um serviço, sendo que este pode mudar de forma dinâmica. É “o equivalente das TI de mudar os pneus enquanto o carro se move.” Adicionar uma camada de software para virtualizar redes, infraestrutura ou segurança é útil na utilização de infraestruturas. A mesma técnica no software melhora a gestão e agilidade do código, de modo a que a organização possa responder aos requisitos fluídos de um governo digital e da IoT. A maioria dos governos continua a trabalhar com centros de dados tradicionais, mas alguns já começaram a aderir à arquitetura definida por software.

10. Segurança baseada em riscos (novo)

Os CIOs “devem adotar uma abordagem de segurança consciente das ameaças e baseada em riscos”, diz a Gartner. Isto permite melhor alocação de recursos e decisões mais bem informadas sobre riscos e os seus impactos nas missões governamentais, operações, ativos e pessoas.


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